Famoso pela oralidade fácil, o ex-governador Cássio Cunha Lima resolveu, não se sabe se por decisão pessoal ou orientação, mergulhar num silêncio impenetrável. Tem evitado entrevistas à imprensa. E fala, apenas informalmente, com alguns jornalistas.
Considera que já disse o que tinha de dizer, especialmente quando o assunto é seu processo no Supremo Tribunal Federal. Nem pra analisar notícia boa, como foi essa em que seus processos começam a deixar o gabinete de Joaquim Barbosa, o ministro mais lento do Supremo, Cássio comenta, apesar de comemorar internamente. Ele sabe que ao menos Lewandowski, o novo relator, vai trabalhar.
Vez por outra, quando a revolta aperta pela demora, Cássio ainda usa o Twitter pra exprimir a impaciência.
Mas isso só acontece quando não consegue cumprir o jejum verbal que impôs a si mesmo. O normal é ficar em silêncio, que, segundo ele, neste caso, é de ouro.
Luís Tôrres



A oposição vai trabalhar para garantir a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar todos os escândalos de corrupção no governo Dilma Rousseff. Líderes partidários tanto da Câmara quanto do Senado participaram, nesta quinta-feira (11), na liderança do PSDB, de uma reunião para decidir os rumos da investigação.